Um FC Porto muito lento empatou em casa, 1-1, com um Liverpool reduzido a dez jogadores durante mais de metade do segundo tempo. A equipa movimentou-se quase sempre sobre o relvado com uma lentidão enervante para os adeptos e nem o facto de se colocar em vantagem numa grande penalidade apontada por Lucho Gonzalez a espevitou para uma exibição de melhor nível.
Diga-se, no entanto, que do outro lado, o Liverpool também não foi mais ligeiro e esteve quase sempre a quilómetros por hora do que costuma correr na Liga inglesa. Aliás, se o Liverpool actuasse como actuou no Dragão nas competições inglesas dificilmente se livraria da descida de divisão.
O golo do empate de Kuyt também não galvanizou os britânicos e de um lado e do outro nada se mostrava de interessante ao público. Os azuis e brancos manifestaram uma sintomática falta de força e segurança mental, procurando em quase todas as jogadas cavar uma falta. Duas simulações de Quaresma e Fucile empurraram Pennant para a rua com dois cartões amarelos, mas, mesmo assim, os fantasmas de poderem ser derrotados manietaram por completo os dragões.
Um jogo feio, circunspecto, por vezes carrancudo de tal modo que já na fase final os adeptos dos dragões não se inibiram de assobiar as jogadas sem nexo da sua equipa.
Jesualdo Ferreira, medroso como sempre, suspirou de alívio pelo fim da partida e por não perder mais pontos na estreia triste na Liga dos Campeões.