Cristiano Ronaldo marcou em Alvalade o golo da vitória do Manchester United sobre o Sporting, 1-0, dividindo as suas emoções entre a alegria do remate vitorioso e a tristeza de o ter obtido frente ao seu antigo clube. Um gesto que calou fundo nas bancadas verdes e brancas, as quais retribuiram com uma calorosa salva de palmas. O profissionalismo elevado ao expoente máximo do Futebol é, felizmente, grato a jogadores ou a instituições que respeitam a memória e diluiu na memória coletiva o coice do rufião Scolari, naquele mesmo local, no final do Portugal-Sérvia.
A primeira parte revelou um Sporting vivaço e determinado em todos os centímetros quadrados do relvado -- tão mal tratado -- e se não fez tremer o Manchester United por aí além pelo menos obstou a que a máquina inglesa se apoderasse das operações.
Mais fraca foi a segunda parte dos leões, mesmo tendo em conta que Van der Saar executou umas das mais extraordinárias defesas da sua defesa. A pouco e pouco, no entanto, o cilindro compressor do United ia
demolindo a resistência leonina, alicerçada, fundamentalmente, na omnipresença de Miguel Veloso em todo o lado e sempre com uma eficácia e presença física impressionantes.
Paulo Bento arriscou tudo o que podia, 3 defesas, 4 médios e 3 avançados mas a experiência de Alex Ferguson lançou Saha e Andersson para conter o balanço ofensivo leonino. Nani ainda fez os possíveis para imitar o seu colega ex-leão Cristiano Ronaldo, mas uma grande defesa de Stoikovic evitou mais lágrimas de emoção, desgosto e reconhecimento em Alvalade.
Em resumo, o Sporting fez tudo o que lhe era possível mas não conseguiu o impossível. Os adeptos perdoaram.