O Benfica venceu o Celtic por 1-0 na terceira jornada da Liga dos Campeões sem qualquer margem para contestação. Para chegar aos três pontos, contudo, as águias confirmaram que continuam a padecer de gripe, fazendo 45 minutos iniciais horríveis, sem ligação inidividual nem entre sectores, revelando uma dificuldade terível em ligar dois ou três passes e uma nulidade nas bolas paradas. Rui Costa não acertou um canto, esteve em baixo fisica e tecnicamente, salvando-se a irrequietude inconsequente de Rodriguez, a presença física do jovem Binya e a classe de Katsouranis, desterrado para a defesa, com os centrais Edcarlos e Zoro no banco. Quanto ao mais foi mau de mais.
O segundo tempo mostrou um Benfica com ganas, é certo, mas improfícuo, com Cardozo a insistir em destruir a baliza do Celtic com bombas atómicas quando bastava um estalinho de Carnaval para obter dois golos relativamente fáceis. O jogo virou com as entradas de Di Maria e Adu, muito mais eficazes no um x um e foi da inteligência do argentino, com um toque fabuloso de craque a isolar Cardozo, que entraram três pontos na Luz. Os jogadores do Benfica só conseguirão sucessos quando aprenderem a jogar com as características individuais de cada um e deixarem de jogar como uma carga de cavalaria desordenada e sem possibilidade de êxito.
Destaques positivos para Di Maria, Rodriguez, Katsouranis, Binya e Adu e destaques negativos para Luisão, Leo, Rui Costa, Bergessio e Cardozo. Quim, Pereira cumpriram.