Um golo irregular do FC Porto impediu que a equipa de Jesualdo Ferreira chegasse à nona vitória consecutiva na Superliga frente ao Belenenses. Num lance impossível de não ser visto -- como diria o especialista do apito Guilherme Aguiar, no Dia Seguinte -- Hélder Postiga, uns cinco metros à frente da defesa do Belenenses, rematou frouxo para as redes, mas o guarda-redes Costinha demorou tanto tempo a cair sobre a bola, que se Newton fosse vivo e estivesse a ver o jogo no Dragão ficaria na dúvida sobre a existência da lei da gravidade...
O jogo, apesar do golo mentiroso, estava tão pastoso de parte a parte que mais se assemelhava a um treino de descompressão do que a um encontro da Superliga, quase uma reedição do amigável entre o FC Porto e o Leixões na passada segunda-feira.
Os azuis do Restelo fez uma jogada rápida em todo o encontro e da tabelinha saiu um excelente golo de Zé Pedro. Apertou o FC Porto num esforço que evidenciava falta de pernas e esforçava-se o Belenenses em não perder o ponto que envergonhadamente detinha mas tudo muito lento e previsível, sem a alta voltagem de um Vitória de Setúbal-Benfica ou Fátima-Sporting, dias antes para a Taça da Liga.
Numa altura em que nos jogos do Benfica e do Sporting todas as arbitragens são debatidas e discutidas até à exaustão o golo irregular do FC Porto não mereceu nem uma palavrinha. Ai Jesus!