O Benfica ganhou em Paços de Ferreira, 2-1, na sequência de dois livres apontados por Rui Costa de forma certeira para os golos de Rodriguez e Katsouranis, de longe os melhores jogadores encarnados. Os pacenses, como é genético nas suas formações, deixam a pele em campo e comportam-se como o conjunto que mais obriga os adversários a correr na Superliga. Um somatório de correrias, porém, ordenadas e objectivas das quais foram exemplo o golo de Tiago Gomes, mais uma bola na barra e duas grandes defesas de Quim.
O Benfica, por seu lado, actuou num 2,5x1,5x1,25 que por pouco não custou os três pontos em jogo. O 2,5 na defesa
porque Luís Filipe é um zero, Luisão é grande mas não é grande coisa e não passa de um meio jogador, salvando-se o sector com a classe de Katsouranis e Leo, ambos eficzes a defender e a atacar. O meio-campo é outro problema. Binya, Maxi Pereira e Rui Costa valem metade de três jogadores. O Rui sem pernas, o Pereira sem ritmo e o Binya sem cabeça e com muita sorte em não ser expulso em todos os jogos. Para completar este cenário escbroso, o ataque tem um zero no meio, Cardozo, um grande Rodriguez na esquerda e 25 por cento de um jogador, Nuno Assis, na direita. Nas substituições trocou-se um zero por outro zero (Cardozo por Gomes) e finalmente entraram dois jogadores completos, Di Maria e Adu, os quais colocaram em sentido os defensores dos móveis. Se Camacho tivesse optado por um 4x4x2 com Di Maria e Adu livres no contra-ataque o Benfica teria vencido facilmente o Paços de Ferreira com as armas deste. Mas parece-me que os encarnados se deliciam com a solidificação de um onze anárquico com pouco ouro e muito pechibeque e minutos finais à Hitchcok. Luís Filipe Vieira tem orelhas para as aquisições...
PS - Na foto, Katsouranis, o Grande.