Esta época, o Vitória de Setúbal já empatou com o Sporting, 2-2, em Alvalade, com o Benfica, 1-1, na Luz, e venceu os encarnados no Bonfim, para a Taça da Liga. Em qualquer desses jogos o técnico sadino, Carlos Carvalhal, no banco, pulou, berrou, orientou, saltou, insultou, gesticulou, esbracejou, esperneou e no final dos 90 minutos transportou a adrenalina para a sala de Imprensa, onde se atirou aos árbitros como gato a bofe.
Poucas semanas, depois, nas Antas, o tigre do Sado comportou-se como um pachorrento gatinho de estimação ao colo da dona, enquanto a sua equipa fazia, ante os dragões, uma triste figura, arrastando-se pelo relvado a entender passadeiras por onde os azuis e brancos passavam sem qualquer oposição digna de registo.
E Carlos Carvalhal sem um reparo aos seus atletas pela falta de empenho e sem qualquer interesse em lutarem pelo resultado. Jogar mal é uma coisa, passear em campo é outra. Uma vergonha.
PS-Um aplauso para o genial golo de Quaresma!